REGULAMENTO DA PROVA “DESAFIO BOMBEIROS 2019”

Capítulo I - Do  evento

Art. 1° - O “Desafio Bombeiros” é uma competição desportiva revestida das características próprias do desempenho da atividade de bombeiro, que tem por objetivo a integração de bombeiros civis e militares, em uma atividade que reúne diversas aptidões físicas necessárias ao desempenho profissional.

Parágrafo único – Tanto bombeiros civis quanto militares, do Brasil ou do Exterior, desde que estejam em plena atividade profissional, podem participar da competição.

Art. 2º - A competição ocorrerá durante a realização do evento “Expo Proteção”, realizada bienalmente em São Paulo, com divulgação prévia dos dias e horários de realização das provas a seus competidores, de acordo com as categorias previstas.

CAPÍTULO II – DAS CATEGORIAS

Art. 3º - Serão 04 (quatro) categorias:

I - Militar Masculino (Competição Individual);

II - Militar Feminino (Competição em Duplas);

III - Civil Masculino (Competição Individual);

IV - Civil Feminino (Competição em Duplas).

Parágrafo único – A prova, em cada categoria, será realizada desde que tenha ao menos uma pessoa ou dupla inscrita, cujo tempo será tomado para fins de ranking da competição.

Art. 4º - Os Bombeiros Militares devem comprovar sua vinculação com alguma Organização Militar de Bombeiros mediante exibição de sua respectiva identidade funcional.

Art. 5º - Os Bombeiros Civis devem comprovar sua vinculação de trabalho profissional com alguma empresa, seja mediante apresentação de Carteira de Trabalho ou Declaração da empresa de sua atual condição funcional.

CAPÍTULO III – DA DESCRIÇÃO DO PERCURSO DA PROVA

Art. 6° - A Prova será composta por uma sequência de 4 (quatro) fases, contendo obstáculos com variáveis níveis de dificuldade, as quais deverão ser percorridas de forma ininterrupta, no menor tempo possível, pelos competidores, seguindo os critérios e parâmetros definidos neste regulamento.

Parágrafo único – Saída do percurso, invasão de raia ou outra situação que implique prejuízo a outro competidor serão penalizados com desclassificação.

Art. 7° -Os competidores devem realizar a prova trajando EPI e EAPR nas seguintes condições:

I - Bota de segurança cano baixo ou coturno, calça e capa de EPI de combate a incêndio urbano com forro e capacete de proteção contra incêndio. Será opcional o uso de luvas. Não será exigido o uso de balaclava devido a possibilidade de limitar a visibilidade do competidor. Por baixo do equipamento de proteção individual o competidor deve trajar o uniforme próprio, com calça operacional e camiseta. A calça e capa de EPI, além do capacete serão fornecidos pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP), não sendo admitida a utilização de outras peças que não estas fornecidas.

II - Equipamento Autônomo de Proteção Respiratória (EAPR) conectado ao cilindro, fornecido pela organização da prova no dia do evento, com uso da peça facial e do ar respirável do equipamento.

Parágrafo único – A perda de qualquer parte do EPI ou a sua descaracterização, que possa oferecer vantagem ao competidor, será penalizada com o acréscimo de 15 (quinze) segundos no tempo total do atleta na prova individual ou no tempo total da dupla de revezamento.

Art. 8° - As fases da prova são as seguintes:

I - Fase 1: Subida da Torre - Após apanhar um fardo de mangueira de 2½ (duas e meia) polegadas, com pelo menos 30 (trinta) metros de comprimento, acondicionada em zigue-zague, o competidor subirá os lances de escada da torre, que terá altura equivalente a 3 pavimentos - aproximadamente 6 (seis) metros de altura, carregando a mangueira sobre um dos ombros. Ao atingir o topo, colocará a mangueira inteiramente dentro de uma caixa e içará uma segunda mangueira de 2½ (duas e meia) polegadas com 30 (trinta) metros de comprimento, acondicionada em espiral pelo seio e presa na extremidade de uma corda. Se o competidor falhar na tentativa de içar a mangueira ou se a mesma vier a cair, tocando o chão, ele estará desclassificado e não poderá seguir adiante. Após o içamento e a colocação da mangueira em uma caixa, no topo da torre, o competidor deverá descer os lances de escada e dirigir-se à próxima fase. É vedado saltar os degraus durante a descida, sendo obrigatório que todos os degraus sejam tocados por, pelo menos, um dos pés. O uso do corrimão é obrigatório na fase de descida. O não atendimento dos requisitos da descida implicará penalização de 5 (cinco) segundos por ocorrência, pular degraus na decida, por exemplo.

Parágrafo único – No caso dos Bombeiros Civis, os lances de mangueira serão de 1½ (uma e meia) polegada

II - Fase 2: Entrada Forçada - Nesta etapa será utilizada a Force Machine®. O competidor, utilizando-se de um malho de 5 (cinco) kg, realizará sucessivos golpes em um peso de 75 (setenta e cinco) kg que desliza engastado em um aparelho metálico, até que o mesmo atinja o limite demarcado no próprio equipamento. O competidor deverá empunhar o malho com ambas as mãos, que deverão estar posicionadas acima da marca visível no cabo. Os golpes devem atingir o peso em sua parte central, e uma marca de giz delimitará a zona dos golpes. Ao primeiro golpe realizado acima da marca limítrofe (visível pela impressão na marca de giz), o competidor será alertado pelo árbitro. A partir do segundo golpe, haverá penalização de 5 (cinco) segundos por evento. É vedado o movimento de gancho com o malho, o qual implica penalização de 15 (quinze) segundos. Ao término da etapa, o malho deverá ser colocado, e não jogado, na marca indicada no solo. O não cumprimento desta regra implica penalização de 5 (cinco) segundos.

Parágrafo único – Esta fase será realizada pelos Bombeiros Civis nas mesmas condições dos Bombeiros Militares.

III - Fase 3: Arraste de mangueira e extinção de incêndio - Partindo da etapa anterior, o competidor (no caso do revezamento, em dupla, o segundo competidor) realizará um deslocamento de 20 (vinte) metros em ziguezague demarcado na pista e balizado por obstáculos, os quais deverão obrigatoriamente ser contornados. Haverá penalização de 5 (cinco) segundos para cada obstáculo derrubado ou que não seja contornado. Na extremidade oposta da pista o competidor encontrará uma mangueira de 2½ (duas e meia) polegadas, que deverá ser arrastada estando seu esguicho por sobre um de seus ombros, a uma distância de 20 (vinte) metros, no sentido contrário do último deslocamento, em direção ao anteparo que simula o local de um foco de um incêndio a ser extinto. Antes de atingir o anteparo que simula o foco de incêndio, o competidor deverá transpor um portal de duas folhas que se abrem no sentido do deslocamento. Após a passagem por esse portal, o competidor posiciona o esguicho com a mangueira no local demarcado e se desloca para a próxima fase. Haverá penalização de 15 (quinze) segundos caso o competidor não venha a colocar o esguicho na marca indicada. O esguicho não deve ser lançado no chão e sim colocado, caso esta regra não seja observada acarretará penalização de 15 (quinze) segundos.

Parágrafo único – No caso dos Bombeiros Civis, os lances de mangueira serão de 1½ (uma e meia) polegada e os deslocamentos, ao invés de 20 (vinte) metros, serão de 15 (quinze) metros.

IV - Fase 4: Resgate de vítima inconsciente - Partindo da extremidade da pista, o competidor (no caso do revezamento, dando sequência a 3ª fase concluída, o segundo competidor) deverá arrastar um manequim de 80 (oitenta) kg, utilizando-se da técnica de arrasto denominada "australiana", com os braços do bombeiro posicionados por baixo dos braços da vítima (cintura escapular), realizando o deslocamento de costas até a linha demarcatória da chegada, distante 20 (vinte) metros do início, onde a cronometragem se encerra após a passagem completa de todo o corpo do manequim, incluindo os pés, por tal demarcação. O manequim não poderá ser arrastado pelas vestes, sendo proibido o uso de qualquer meio auxiliar para o arraste, exceto na categoria feminina, que poderá fazer uso do bastão. Se estas condições forem verificadas, o árbitro interromperá o deslocamento e o mesmo deverá ser reiniciado. 

Parágrafo único – No caso dos Bombeiros Civis, o deslocamento para a linha demarcatória da chegada, ao invés de 20 (vinte) metros do início, será de 15 (quinze) metros.

CAPÍTULO IV – DOS REQUISITOS E DA INSCRIÇÃO

Art. 9° - No caso do revezamento em dupla, seus integrantes devem se alternar fase a fase, por meio de passagem de bastão, sequencialmente. A largada para o início de fase seguinte sem a passagem do bastão será considerada violação da regra de revezamento, e a dupla será penalizada com acréscimo de 15 (quinze) segundos em seu tempo final, em cada inobservância dessa regra.

CAPÍTULO IV – DOS REQUISITOS E DA INSCRIÇÃO

Art. 10 - Todos os competidores devem apresentar comprovante de realização do exame médico mais recente, que deverá ter menos de um ano da data da realização da prova, bem como assinar um formulário no qual indique sua ciência dos riscos da prova, isentando a organização, tanto da prova quanto do evento em que ela está inserida, a respeito de qualquer problema de saúde que possa apresentar durante sua realização.

 Art. 11 - As Inscrições devem ser realizadas pela internet, no link http://www.desafiobombeiros.com.br/inscricoes.php .

CAPÍTULO V – DO DIRETOR GERAL DA PROVA E EQUIPE DE APOIO
Art. 12 - O Diretor Geral da Prova é designado pelo Comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o qual conta com a seguinte equipe de apoio:

I - Equipe de arbitragem;

II - Equipe de cronometragem;

III - Equipe de montagem de percurso;

IV - Equipe de preparação e conferência de competidores;

V - Equipe de apuração de resultados e premiação.

Art. 13 - É dever dos competidores acatar fielmente as determinações da arbitragem, sob pena de desclassificação caso algum requisito que caracterize desobediência incida sobre o competidor.

Art. 14 - Toda atitude antidesportiva, bem como o uso de meios ilícitos ou tentativa de burlar as disposições deste regulamento, implicam desclassificação do(s) competidor(es), sem prejuízo de outras eventuais medidas disciplinares cabíveis.

Art. 15 - É vedado ao competidor dirigir-se à arbitragem com o objetivo de reclamar acerca de eventuais erros da organização, cabendo ao mesmo a formalização de sua reclamação por escrito, em formulário fornecido pela Coordenação do evento. Caso seja confirmado o erro da organização, o competidor ou a dupla de revezamento terá o direito de repetir a prova, com nova tomada de tempo.

Art. 16 - Durante a realização da competição é proibida a permanência de qualquer pessoa na área de sua realização, à exceção da equipe de arbitragem e do(s) competidor(es) da vez.

Art. 17 - O tempo máximo para execução do percurso é de 6 (seis) minutos. Caso o competidor ou a dupla de revezamento extrapole este tempo, a prova será interrompida pela arbitragem e o(s) competidor(es) será(ão) desclassificado(s).

Art. 18 - A qualquer tempo a prova pode ser interrompida pela arbitragem, caso se verifiquem condições em que o competidor esteja colocando em risco sua integridade física ou de outro competidor. Nesta situação, o competidor (individual) ou a respectiva equipe (dupla de revezamento) será desclassificada.

Art. 19 - A Organização reserva-se no direito de recusar qualquer inscrição caso seja extrapolada a seguinte capacidade da estrutura do evento:

I - 24 (vinte e quatro) competidores por dia, no caso da disputa individual masculina (civis e militares); e

II - 12 (doze) duplas para a disputa por equipe (civil e militar).

Art. 20 - As decisões da arbitragem são soberanas, não sendo aceito qualquer tipo de recurso às suas decisões, por quaisquer meios que se apresentem (fotografias, vídeos, áudios etc)

Art. 21 - Casos omissos deste regulamento serão deliberados pelo Comitê Técnico composto pelo Diretor Geral da Prova e equipe de arbitragem.